26: the age of rebirth

Eu pensei muito sobre esse texto e até agora não tenho certeza se quero publicar ele ou não. Vamos lá! Todo ano, pouco após o meu aniversário, eu posto um textão agradecendo os votos e fazendo um resumão sobre o ano anterior. Vou tentar fazer isso esse ano, me expondo um pouco mais, mas ainda resguardando algumas coisas.

What’s your aspiration in life? My aspiration in life would be to be happy! – assim começa a música Pretty Hurts, da Beyoncé. A faixa abre o seu quinto álbum de estúdio. Mas por que escolhi falar sobre isso? Porque essa é a minha meta para os meus 26 anos. Parece algo muito simples e muito óbvio, não é? A felicidade deveria ser algo que todos buscam, mas as vezes simplesmente não conseguimos entender o que é a felicidade.

O ano passado começou com expectativas altas. Digo o ano, me referindo ao dia 9 de abril – meu aniversário, mais um ciclo que se começava, o meu ano novo. Porém, logo percebi que o desempenho dos meus 25 anos seria parecido com o de Run the World (Girls), quando lançado como single. Após o primeiro impacto, a música despencou nos charts. Nas rádios americanas, terminou a primeira semana capengando em audiência. Assim foi o meu 25º ano de vida.

Dito isto, já é possível perceber que meus 25 anos foram cheios de aprendizados. Eu precisei me entender, entender o que as pessoas esperavam de mim e o que posso oferecer a elas. E me perdi no meio deste entendimento.

Busquei ir sobrevivendo aos dias, mas jamais estava vivendo. No meio de uma tormenta enorme, pensamentos estranhos ganhavam forma, um peso cada vez maior ia se fazendo sobre minha cabeça e me afundando em um estado que eu não conseguia sair. É difícil viver com tantas expectativas que você coloca em si mesmo.

Baque.

Já se desculparam com alguém por que não queriam perder essa pessoa, mesmo achando que não eram culpados? Já se sentiram culpado por algo que disseram? Por algo que não disseram? Por algo que sentiram? E por algo que não sentiram? E por que alguém está se sentindo mal e vocês acham que estão atrapalhando? E por que pensaram determinada coisa? E por que não pensaram? E por todas essas coisas num só dia? E num só turno do dia?

Baque.

E, de repente, é necessário lidar com essas questões. De repente, é necessário lidar contra aqueles pensamentos de autosabotagem. Contra aquela pressão que você coloca em si mesmo. Aquele sentimento de culpa porque uma pessoa inesperadamente mudou com você. Aquele sentimento de sempre achar que uma pessoa está brava só porque hoje ela está num humor diferente e achar que você tem culpa nisso.

É necessário ter de lidar com aqueles pensamentos estranhos, que lhe deixam com medo e com vergonha. É necessário parar de pensar em um assunto que lhe fez mal, quando você está pensando nele praticamente a todos os minutos do dia. Ter conversas mentais repetidamente com aquela pessoa que você tem um assunto pendente. Ficar acordado pensando em todos os problemas e assuntos que lhe incomodam – às vezes duas, três horas na cama.

Algumas coisas eram novas, outras já me acompanhavam. Os 300 milhões de pensamentos ao mesmo tempo, que às vezes levam a nossa mente à exaustão. Quem me conhece já sabe que costumo mudar de assunto rapidamente, de um tema para outro aparentemente sem qualquer link entre eles. Algumas vezes porque eu já me antecipei e terminei a conversa em minha mente, outras vezes porque eu simplesmente me perco e começo a seguir uma linha de pensamento que já estava atuando de maneira secundária.

Mas os 26 anos serão melhores. Agora, de olhos abertos a alguns problemas, começo a entender como enfrentar alguns, como retirar os pesos dos ombros, jogar fora o que não presta. Nessa caminhada, fortaleci laços com pessoas que já faziam parte de minha vida; conheci algumas novas – umas que vieram para ficar; outras que parecem terem sido uma pequena participação –; pessoas que acreditei que gostavam de mim, mas que estavam ali apenas por minha insistência; me livrei de gente que me fazia mal. Caminhei.

The age of rebirth. A idade do renascimento. Estou renascendo e nada melhor do que começar com essa vibe esse novo ano de vida. Sigamos porque eu ainda não terminei.

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