Querido diário

Querido diário,

Hoje ele meu deu um apelido. Foi algo bem inusitado e eu não sei bem dizer o que senti, mas foi algo que jurei que jamais sentiria novamente. Não que eu tenha jurado, no sentido de feito uma promessa, mas no sentido de que jamais achei que isso fosse voltar a acontecer. Mas quando ele me deu aquele apelido, eu não pude evitar sorrir e me sentir querido. Foi tudo tão inusitado que não sei bem como expressar isso em palavras. Vou tentar não me perder muito em meus pensamentos, porque você sabe como eu consigo pensar demais e mudar de assunto em uma velocidade infinita.

Você foi meu ouvinte mais próximo nos últimos anos, então sabe por tudo o que eu passei. Sabe como meu coração ficou estraçalhado da última vez e como jurei jamais sentir alguma coisa nesse sentido novamente. Mas eu não podia esperar por esse apelido. E agora sempre que ouço a palavra, minha mente já vaga até ele.

Eu lembro que tudo começou de maneira muito inusitada e eu não esperava que fosse passar de amizade – nem estava procurando algo nesse sentido. Mas ele começou a me fazer rir, a buscar por sua companhia mais e mais porque eu me sentia bem. E quando ele me deu aquele apelido, eu me senti uma pessoa importante. Eu queria que ele soubesse e sentisse o mesmo, mas não podia dizer que estava apaixonado ou algo assim, porque nem sei ao certo o que sinto. Eu não queria iludi-lo ou dizer algo que fugisse da realidade. Então, falei com a maior sinceridade: “você me deixa feliz”. E é a pura verdade. Nem sei se vamos evoluir para alguma coisa, mas é a mais pura verdade. Nesse momento, ele me deixa feliz.

Acho que a lição que o apelido representa é esperança. Eu não podia acreditar que o tempo iria mudar, mas já não estava mais tão nublado. Talvez um pouco de sol ou um arco-íris se formando no horizonte.

Claro que há um montão de coisa que está acontecendo comigo ao mesmo tempo. Desculpa ter gastado esse monte de linha falando apenas sobre um apelido, mas a verdade é que é tudo mais do que isso. Eu não sei explicar. Tenho me sentido uma pessoa mais completa, mais preparada para as desventuras da vida. E talvez por isso eu tenha achado tanta graça em um apelido, em um sorriso roubado dessa maneira, em me sentir bem e confortável com a atenção de uma pessoa. Será que isso é besteira?

Preciso falar sobre hoje de manhã. Eu sonhei com ele. Acordei sorrindo, mas nem lembro direito o sonho. Será que eu realmente sonhei com ele ou simplesmente estava pensando nele antes de dormir e acordei com esse mesmo pensamento?

Mas, sim, não era isso que eu ia contar. Encontrei hoje uma carta que havia escrito para mim mesmo há seis anos. Eu dizia que chegaria o dia em que uma canção faria sentido. Lá dizia uma certa canção, que na época eu considerava a minha canção favorita. Parecia que eu estava prevendo meu próprio futuro. Quando ouvi a música novamente, senti cada letra como descrevendo a minha realidade. Acho que eu me conhecia melhor do que hoje em dia me conheço e sabia como eu ficaria mais forte após sofrer muito.

Acho que é por isso que esse apelido foi tão importante. Ele me lembrou que sou forte o suficiente para recomeçar, agora e todas as vezes que forem necessárias. Até que eu não precise mais recomeçar, pois finalmente hei de encontrar a minha felicidade eterna: nos braços de outra pessoa, sozinho ou nos braços de Deus. Quem sabe? Agora eu só quero sorrir. Eu só quero continuar lutando.

Boa noite, diário. Obrigado por me ouvir mais um dia!

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